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Um papo sobre amor próprio e autoconhecimento

  • Foto do escritor: Luana Maggio
    Luana Maggio
  • 17 de abr. de 2024
  • 3 min de leitura



É engraçado falar sobre isso porque eu já vejo como algo saturado. Mas eu ainda sinto que o mundo é tão carente disso, as redes socias, tudo. Tanta exposição é sempre para preencher uma falta, falta de si em vários casos.

Eu nunca fui padrão, eu sempre estive acima do peso e muitas vezes me questionei sobre isso, porque no fundo eu valia muito pra mim mesma, porque eu precisava tanto me preocupar se o outro me achava bonita.

Até que um dia, depois de muito pensar eu entendi, de fato, pra quem eu preciso me bastar é pra mim, o outro, foda-*.

Mas esse texto não é sobre corpo e aparência, muitas vezes a gente pensa nesses assuntos e é só isso que vem a cabeça.

Foi muito importante pra mim, me olhar, observar, me entender, me aceitar acima de tudo. Eu sempre fui tímida, na minha, quieta, fechada, e sempre fui julgada por tudo isso. Nunca tive uma gama de amigos e eu estou bem com tudo isso, porque eu entendi que não faz sentido pra mim essa realidade que muitos tem, e está tudo bem.

Esse processo de se autoconhecer, ele começou muito por necessidade, eu precisei me dar bem comigo mesma e não me odiar tanto, porque era só eu que estava lá por mim por longos anos. Um dia, eu me dei conta, olhei no espelho e falei "ok, vamos ser amigas então, já que somos só nós". É claro que isso passou pro problemas no meio do caminho e ainda passa, as vezes isso fica mais forte e as vezes da uma enfraquecida por uma coisa ou outra, mas no final, sou eu que estou lá.

Eu comecei olhando pra como eu me sinto nas situações, entendi que multidões e pessoas me davam uma certa angustia, entendi que falar não era pra mim, eu preferia muitas vezes escrever ou ficar só quieta mesmo e pensar, observar, sempre foi mais o meu estilo. Depois eu parei para olhar a minha volta, quem está aqui mesmo que raramente e ai entendi que eu acabava sendo minha fonte de acolhimento, entendi que nas dificuldades, eu me fechava em mim e com isso eu me acalmava, racionalizava sobre os problemas e assim conseguia definir qual a melhor solução. Entendi também que cachorros eram pra mim, eu precisava deles, aquela alegria que eles me traziam, poucas outras coisas causam algo igual, eles eram meus melhores amigos, não teria como me separar disso.

Além disso, veio sim a questão do corpo e aparência, eu me olhei no espelho e questionei o que eu achava bonito em mim, inicialmente foi difícil, eu tinha mais criticas do que elogios. Mas aos poucos eu fui vendo que muitas das coisas que na maioria das vezes as pessoas criticavam como sendo fora do padrão, eu acabava gostando. E ai eu entendi, que quem de fato teria que gostar, sou eu.

A partir desse momento, foi bem mais possível me olhar com o amor necessário para aceitar que eu também preciso de cuidado. E a pressão estética de fazer exercícios deixou de existir, passou a habitar em mim a certeza de que eu queria fazer algo por mim, para me sentir melhor comigo mesma, somente a partir dai eu consegui transformar o meu corpo ao meu favor.

Esse momento, sem sombra de duvidas foi o mais libertador de todo o meu processo. Eu pude ficar em paz a partir dai.

O meu ponto aqui, é que, eu fiz isso porque eu precisei e eu fiz sozinha a anos atrás onde se tinha menos de 20% de conhecimento sobre isso nas redes sociais.

Atualmente a gente tem isso o tempo todo, por todas as partes, mas a cabeça das pessoas está tão em outro lugar que elas nem se dão conta que essa é a essência do caminho para a liberdade. Parece que é sempre muito melhor continuar replicando o que ta na TV do que se questionar e se encarar, ok, se questionar é bem difícil, e talvez seja papo pra outro texto. Mas me parece tão natural se questionar, querer se entender, que eu muitas vezes deixo toda a teoria da Psicologia de lado para olhar pra isso com o olhar de leiga e ficar chocada kkkkkk.

Enfim, acho interessante compartilhar nossos processos e pensamentos, talvez ajude alguém, talvez alguém se identifique.

O que eu escrevo aqui, é muito carregado de opinião própria e totalmente descompromissado com estudos e ciência, é somente desabafo e pensamentos soltos, ou como este, que é o relato de uma experiência. Sei que essas coisas são polemicas, mas todos nós somos falhos o tempo todo e por enquanto, nesse momento, é isso que eu sou e eu estou em constante aprendizado e evolução, talvez um dia eu fique pronta!

 
 
 

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