E a Individualidade ? Até onde ela vai ?
- Luana Maggio
- 1 de abr. de 2024
- 3 min de leitura

Bom, pra começar eu sou a grande defensora da individualidade. Porém, se for ver, na minha vida eu pouco boto em prática se formos levar em consideração as formas mais gerais de se ter sua individualidade.
Eu e minha namorada moramos juntas, a pelo menos 1 ano e meio, e se você me perguntar se eu faço coisas sem ela, eu te digo bem decepcionada que não. Não fazemos quase nada separadas.
Mas e ai ? Onde fica nossa individualidade ?
Gosto de pensar que cada um vai lidar com isso da forma que fica mais acessível e confortável pro casal.
Vou dar um exemplo, atualmente, eu trabalho em casa com os atendimentos psicológicos online. Isso me da margem para ter muitos momentos meus, que são os que me fazem recarregar a bateria. Isso me da a liberdade de praticar meus hobbies nos meus momentos livres, tirar uma soneca pós almoço, ouvir minha musica sozinha.
Você pode até dizer que não, mas do meu ponto de vista, isso é muito da minha individualidade se manifestando, trabalhar "sozinha" já é um pouco disso.
Eu percebi nos últimos meses que trabalhar com muitas pessoas, mais me suga do que me da a vida (isso é uma coisa que quero abordar mais adiante).
Já a minha esposa, trabalha num escritório bonitinho, com outras pessoas e isso pra ela é bom, ela se recarrega também um pouco disso. Ela é a sociável deste relacionamento se não ficou claro, então, o contato com outras pessoas, estar em um lugar diferente e poder sair todos os dias para almoçar e ver gente, já nutre ela quando se trata de individualidade.
No resto do tempo, sempre estamos juntas, saímos juntas, comemos juntas, vemos tv juntas, tomamos banho juntas, fazemos exercícios juntas, dormimos obviamente juntas.
No começo, isso ficava atormentando a minha cabeça de pessoa introvertida que precisava ficar sozinha pra ficar bem. Mas agora que eu posso trabalhar em casa, e passar todo esse tempo sozinha, falando comigo mesma, atendendo meus pacientes on-line e com as minhas próprias criações, eu vejo que isso se dissipou completamente.
A vida tem dessas né, a gente se preocupa tanto com uma coisa em um momento e depois de algum tempo isso se torna totalmente fora da realidade.
Que bom! que bom que as coisas vão mudando.
O que quero dizer aqui, é que as vezes, nós enxergamos uma questão como se ela fosse um bicho de sete cabeças, e algum tempo depois ela vira insignificante. Mas acima disso, o meu ponto, é sobre como as questões que nos atormentam, as vezes são somente pontos de vistas diferentes do que o nosso bando está seguindo.
Revistas, influencers, o Instagram, vão te dizer que pra se ter individualidade você precisa fazer coisas sozinha, sair com as amigas enquanto o ou a parceira fica em casa ou sai com os amigos também, fazer viagens sozinhas, um milhão de coisas.
Mas as vezes, a individualidade está numa coisa pequena, como conseguir ter 30 minutos sozinha em casa pra tirar uma soneca.
A nossa cultura atual de rolo compressor, que esmaga qualquer concepção diferente de uma situação, nos impõe muitas coisas todos os dias. Nós temos o tempo todo que seguir a risca o que dizem os influencers por ai, temos que caber na caixinha que eles apresentam, como se aquele fosse o único caminho. E assim estamos todos, o tempo todo nos comparando e insatisfeitos de não termos uma vida perfeita aos olhos dos outros. Mas será que essa vida de fato faria sentido pra gente ?



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